sexta-feira, 13 de abril de 2012

Raquel - A amada de Jacó



Raquel - A amada de Jacó

A história de Raquel tem início com a história dos “patriarcas da fé”, que é mais ou menos a seguinte: Deus escolhe um homem no desejo de criar um povo para Si. O nome desse homem é Abrão, que reside na cidade de Ur, do povoado caldeu. O chamado de Abraão (como mais tarde passou a se chamar) exige uma renúncia, ele larga tudo rumo a uma “terra prometida” que jamais conhece, vive como peregrino, e os seus descendentes e que vivem a promessa. Deus lhe diz: “Multiplicarei a sua descendência como as estrelas do céu. De ti farei uma grande nação”. Abraão e Sara, sua mulher, têm um filho chamado Isaque. Isaque tem dois filhos, Esaú e Jacó, e a história de Raquel será contada a partir da (conturbada) história de Jacó, num momento em que é obrigado a fugir do lugar onde vive, procurando apoio na casa de seu tio Labão e passando a saber de sua existência, visto ser sua prima. O capítulo 29 do Livro de Gênesis relata os detalhes desse encontro, nos versículos 10 a 20 .
Jacó amava a Raquel, e disse a Labão: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. Então disse Labão: Melhor é que eu a dê a ti, do que eu a dê a outro homem; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava. 


Raquel, filha de Labão, irmã de Lia, era a amada de Jacó. Mas, apesar de Jacó amá-la tanto, 



não foi com ela que ele se casou, primeiramente.

Labão, pai de Raquel e Lia e tio de Jacó, foi injusto com sua filha mais nova, Raquel, dando a 



sua irmã mais velha a Jacó como esposa mesmo após Jaco o servir por 7 anos por sua 


amada. Este foi um ato de traição que deixou Jacó e Raquel atônitos e revoltados, pois o 


interesseiro Labão havia exigido dele servi-lo por sete anos para poder se casar com sua filha 


mais nova. Jacó não mediu esforços e concordou com seu futuro sogro a fim de obter a mão 


dela, pois a amava no mais profundo do seu coração. E o serviu por mais 7 anos.


Labão, que só visava lucros em sua vida, disse a Jacó que se ele trabalhasse mais sete anos,



ele daria a mão de sua filha mais nova. Apesar da traição, ele concordou por causa do seu 


grande amor por ela.

Depois destes sete árduos anos totalizando quatorze anos, finalmente, ele conseguiu ter o 



amor de sua vida em seus braços. Cada gesto seu mostrava a todos, inclusive para sua 


mulher Lia, que Raquel era a que ele, realmente, amava. Apesar de já ter filhos com Lia, ele só


tinha olhos para a sua amada Raquel que recuperara a bênção que havia sido roubada dela, 


sete anos atrás.


O verso anterior, de número 9, diz algo interessante: Raquel era pastora. Por conseguinte, Raquel era alguém que trabalhava incansavelmente, não apenas vigiando as ovelhas, mas, dando-lhes água, encontrando os melhores pastos, cuidando de seus ferimentos e até mesmo enfrentando situações de perigo (tais como Davi relata sobre ursos, leões e outros animais perigosos) para protegê-las. Quando alguém trabalha bastante assim, esse alguém demonstra que está pronto, que está à disposição, que tem desejo não de um emprego, mas de trabalhar. E uma pessoa assim vira alvo de Deus. Deus procura pessoas dispostas a trabalhar. Deus não quer pessoas encostadas. Deus não procura pessoas preguiçosas. Deus procura pessoas dispostas a se envolver, a pagar um preço. Talvez, esse seja um método divino, uma vez que, ao lermos a Bíblia, nunca encontraremos histórias de desocupados. Raquel foi escolhida justamente por seu trabalho.

Raquel é também um exemplo de alguém com expectativa de crescer. E ela realmente poderia se encher de esperanças: a escolha de Jacó de trabalhar sete anos para se casar com ela (visto que a amava) representa mais do que sua oração por um marido. Isso lhe chega como uma chamada para edificar algo especial e de valor eterno ? os filhos de Raquel estariam entre os doze homens, que formariam as doze famílias constituintes das doze tribos de Israel. Mas, a espera de Raquel é, acima de tudo, uma espera de melhora, uma vez que a novidade inicial de pastorear um rebanho, de ter conquistado a confiança de seu pai, com o passar dos anos, transformou-se em tédio, em dias de espera por algo novo a acontecer, em que se pode arriscar dizer que Raquel estaria até mesmo insatisfeita. Ela, como muitos de nós, estava à espera de uma grande mudança, que ocorreria somente em totais quatorze anos (tornando-se, por isso, quase intolerável), mas, que havia resolvido (também como acontece conosco) esperar pacientemente, com confiança de que um dia essa resposta chegaria. 

É importante examinarmos a atitude de Raquel, de alguém que, em vez de se revoltar ou maldizer Deus, incorrendo em rebeldia, fez jus ao significado hebraico de seu nome, “ovelha”, permanecendo em sujeição e obediência e esperando pelo agir de Deus. 

De fato, não seria nada fácil o que aguardaria Raquel desse tempo em diante. Olhando para a história de Raquel, penso na expressão “Não dá para piorar mais”. Depois de tudo o que sofrera, ao ser finalmente entregue ao amado  teve de dividi-lo com a irmã. (Nesse momento, a provavelmente a própria Raquel deve ter pensado que não haveria como as coisas piorarem mais). Não obstante a tamanho infortúnio ? haveria, de fato, como as coisas piorarem no que pode ser descrito como uma “seqüência de golpes” atingindo a vida de Raquel ?, o versículo 31 (do mesmo capítulo 29) dá conta de que Lia era fértil e Raquel, estéril. Desse modo, além da tristeza e frustração de não poder dar filhos a seu marido (mesmo sabendo que ele a amava), Raquel teria de suportar a alegria da fertilidade da irmã que, até o final do capítulo 29, no verso 35, já havia dado quatro filhos a Jacó. E Raquel, então, peca. O primeiro versículo do capítulo 30 relata que Raquel teve inveja de sua irmã e recebeu o furor de seu marido (Gen. 30: 2), deixando expressar sua angústia, ao que recebe uma reprimenda.  
Entao o seu desespero se tornou tão intenso que ela chegou junto a Jacó e disse: "Dá-me filhos, se não morro. Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto do teu ventre?" (Gênesis 30:1b-2). 

E neste momento de desespero, acabou oferecendo assim como Sara fez a Abraão sua serva a ele para que tivesse filhos por meio dela (Gen. 30: 3 em diante)

Muitas vezes, nós fazemos como Raquel e Sara. Não esperamos o tempo do Senhor e procuramos resolver nossos problemas com nossa "sabedoria". Achamos que não precisamos do Senhor e, quando tudo dá errado, é que nos lembramos que temos um Deus que tem um plano perfeito para a nossa vida. Não sejamos, irmãs, impetuosas mas tenhamos um espírito que descansa no Senhor e que entrega todas as coisas em Suas mãos.

Mas, apesar da impaciência de Raquel, a Bíblia nos diz: "E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre" (Gênesis 30:22).

Raquel, finalmente, pôde dar um filho a Jacó que, no futuro, seria uma bênção para toda a sua família. O seu nome era José.

Vendo este quadro da vida de Raquel, podemos ver quão grande é o amor de Deus por nós. Apesar da nossa desobediência, da nossa infidelidade, Deus é fiel, nos ama e dá a Sua graça. E, podemos ver, que Ele nos ama, não porque somos bons mas porque Ele é bom e fiel.
Irmãs, não é bom sermos filhas deste Deus maravilhoso?

Raquel teve uma vida de espera. Ela esperou:
1- Quatorze anos para se casar com o homem da sua vida;
2- Muitos anos, até Deus, no Seu tempo, abrir a sua madre.

Talvez estes momentos de tribulação da sua vida fizeram-na se achegar mais ao Senhor. Por causa do sofrimento, podemos olhar para a sua vida e aprender com ela duas coisas que devem fazer parte da vida da mulher crente que deseja ser segundo o coração de Deus:
1- Ela teve uma vida de oração que deve ser seguida por cada uma de nós. A oração nos leva até o trono de Deus, onde podemos derramar nossas preocupações, problemas e amarguras que são transformados em uma canção de júbilo e louvor ao Senhor.
A oração nos faz depender do Senhor e nos transforma em mulheres humildes e carentes do Senhor.
2- Ela teve uma vida de fé que deve ser seguida por cada uma de nós.
Colocar no seu primeiro filho o nome de José que significa 'Deus acrescentará' é, realmente, um ato de fé, uma vez que ela tinha dificuldade de engravidar.

A Bíblia nos diz em Hebreus 11:1 o seguinte: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."

E você, minha irmã, está tendo aqueles momentos de comunhão com o Senhor através da oração?
A sua fé é a mesma daqueles homens e mulheres de Deus que fazem parte da galeria da fé?
Será que Deus está lá no céu acrescentando o seu nome nesta galeria dos heróis da fé?

"Senhor, aumenta a minha fé! Fazei com que eu confie que estás sempre no controle de toda a minha vida. Não importa o que possa acontecer, pois sei que tens um plano maravilhoso para a minha vida.
Que em momento algum da minha vida, eu Te decepcione mas que eu, um dia, atinja a posição de mulher segundo o Teu coração. Amém!"

Raquel, mulher de oração, de fé, teve o seu pedido de ter mais um filho respondido pelo Senhor. Este seu pedido custou a sua vida, pois ao dar à luz o seu segundo filho, ela teve dificuldade. Ele morreu chamando seu filho de Benoni mas Jacó o chamou de Benjamim.

Irmãs, amemos ao Senhor que cuida tanto de nós e sempre nos dá o melhor.
Confiemos que Ele nunca nos abandonará e jamais nos esquecerá.
Assim como Ele cuidou de Raquel dando-lhe dois filhos, Ele também cuidará de nós que também somos suas filhas.


 Deus não se esquecerá daqueles que confiam Nele, daqueles que O buscam, daqueles que acreditam. Ele tem o tempo certo para tudo e você, certamente, começará a gerar no tempo de Deus para sua vida. Quando você cumpre as etapas, espera o tempo certo, não força uma situação, não força o coração de Deus, você está gerando a resposta. E quando Deus vem é para honrá-lo, para mudar os seus dias! 

Lembre-se do final da história de Raquel, de que Deus se lembrou dela; de que era uma moça comum, que queria mostrar ao mundo que dava para confiar em Deus. Ela queria que as pessoas olhassem para ela e dissessem: “O Deus dela é maravilhoso, o Deus dela é poderoso”. Ela passou pelo que passou, mas a sua história mudou. Houve um momento em que a maré virou e hoje é evidente para quem quer que seja que o Deus de Raquel está vivo e é real. Essa era a sua motivação; essa era a sua intenção; e deverá ser a sua própria. Vale a pena confiar em Deus. Vale a pena esperar Nele. Por piores que sejam os seus sentimentos, por mais difícil que seja o que Deus lhe pedir, por mais complexo que seja esperar o tempo divino, faça aquilo que Deus lhe pede. Vai chegar um tempo em que as coisas começarão a mudar. Vai chegar um tempo em que Deus se lembrará de você. E quando as atenções de Deus se voltam para a sua vida, é o momento em que verdadeiramente a sua sorte será mudada. 







Lembrou-se, Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda. (Gn 30.22) 

Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são desde a eternidade (Sl 25.6)

Tu, Senhor, o sabes; lembra-te de mim, ampara-me. (Jr 15.15) 

[...] o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. (Lc 1.49)


Louve a Deus
Porque Ele não nos esquece nem por um momento. Ele está presente e atento, conhece nossos mais íntimos desejos, mesmo quando temos certeza de que Ele nos perdeu de vista.

Agradeça
Por Deus ser o único Criador. Por causa dEle, toda vida humana é sagrada. 

Confesse
Confesse a ele os teus pecados, os teus desejos e sonhos, as tuas limitações. 
Peça a Deus
Que a ajude na caminhada.

Eleve o coração
e volte seu pensamento para o pai.

Deus nos abençoe, nos ensine e nos ilumine sempre.Amém.
A honra, a glória e o poder ao rei JESUS.

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